terça-feira, 22 de julho de 2014

2º ANOS: PROVA DE RECUPERAÇÃO

PROVA DE RECUPERAÇÃO DE BIOLOGIA DO 2º BIMESTRE/2014


TURNO - MANHÃ: DATA: 29/07/14
TURNO - TARDE: DATA: 30/07/14

MATÉRIA: A MESMA DA PROVA BIMESTRAL


 

2º ANOS: DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS DO BIMESTRE

DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS DO 2º BIMESTRE/2014

TURNOS: MANHÃ E TARDE

- PROVA BIMESTRAL: 10,0 PONTOS
- PROVA MENSAL: 3,0 PONTOS + 2,0 PONTOS= 5,0 PONTOS
- SIMULADO: 5,0 PONTOS
- PORTIFÓLIO: 5,0 PONTOS
                                                

segunda-feira, 21 de julho de 2014

2º ANOS: PROVA BIMESTRAL- 2º BIM./2014

 ATENÇÃO!!!


As questões referentes à  2ª etapa da Prova Mensal deverão vir em anexo à Prova Bimestral e será valorizada em 2,0 pontos. Portanto, fique atento às essa questões que deverão vir ao final da Prova Bimestral.


TURNO MANHÃ: DIA 22/07/14
MATÉRIA: SISTEMÁTICA/ VÍRUS/ REINO MONERA/ PROTISTA


TURNO TARDE: DIA 25/07/14
MATÉRIA: SISTEMÁTICA/ VÍRUS/REINO MONERA/ PROTISTA

quarta-feira, 16 de julho de 2014

2º ANOS: ESTUDO DIRIGIDO- COMENTADO- SERES VIVOS- DOENÇAS: 2º BIM./2014



ESTUDO DIRIGIDO

ASSUNTO:  OS SERES  VIVOS


INSTRUÇÕES:  RESPONDA NO SEU CADERNO OU IMPRIMA E SERVIRÁ PARA ACRESCENTAR SEUS CONHECIMENTOS SOBRE DOENÇAS CAUSADAS PELOS SERES VIVOS.

1- DENGUE
AGENTE  ETIOLÓGICO: VÍRUS
 Existem quatro tipos de dengue, pois o vírus causador da dengue possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.
VETOR: Aedes aegypti
1 SINTOMA:  dores musculares

2-      AIDS:
AGENTE  ETIOLÓGICO: VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA- HIV
CONTÁGIO: DST
1 SINTOMA:baixa imunidade
 
3- TUBERCULOSE:
AGENTE  ETIOLÓGICO: Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK).
CONTÁGIO: vias aéreas
1 SINTOMA:  tosse

4- PNEUMONIA:
AGENTE  ETIOLÓGICO: Streptococcus pneumoniae
As pessoas que tem mais tendência de contrair pneumonia são idosos com mais de 65 anos, bebês, crianças pequenas, pessoas que tem outros problemas de saúde, como diabetes, doença hepática crônica, estado mental alterado, desnutrição, alcoolismo,17 pessoas que tem o sistema imunológico frágil por causa da aids, transplante de órgãos ou quimioterapia. Também correm risco de pegar pneumonia pessoas com doenças pulmonares, como asma, enfisema e também pessoas que têm dificuldade de tossir, sofreram derrames, fizeram ou fazem uso de sedativos e pessoas com mobilidade limitada.
1 SINTOMA:  febre

5-  HANSENÍASE:
AGENTE  ETIOLÓGICO: Mycobacterium leprae, também conhecido como bacilo de Hansen é um parasita intracelular obrigatório que apresenta afinidade por células cutâneas (pele) e por células dos nervos periféricos.

CONTÁGIO: A transmissão se dá por meio de uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar - MB) e que, estando sem tratamento, elimina o bacilo por meio das vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim infectar outras pessoas suscetíveis. O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem, porque a maioria apresenta capacidade de defesa do organismo contra o bacilo.
1 SINTOMA: 
  •  Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade;
  •  Área de pele seca e com falta de suor;
  • Área da pele com queda de pêlos, especialmente nas sobrancelhas;
  • Área da pele com perda ou ausência de sensibilidade;
56- CÓLERA:
AGENTE  ETIOLÓGICO: Cólera é causada pela bactéria Vibrião colérico (Vibrio cholerae). A bactéria libera uma toxina que provoca maior liberação de água das células nos intestinos o que produz diarreia grave.
CONTÁGIO: água e alimentos contaminados
1 SINTOMA:  diarréia
6
7- BOTULISMO:
AGENTE  ETIOLÓGICO: O botulismo é uma doença rara, porém grave, causada pela bactéria Clostridium botulinum
CONTÁGIO/ SINTOMA: A bactéria Clostridium botulinum é encontrada no solo e em água não tratada em todo o mundo. Ela produz esporos que sobrevivem em alimentos preservados ou enlatados de forma inadequada, onde produzem a toxina. Ao ser ingerida, mesmo quantidades mínimas dessa toxina podem causar envenenamento grave. 

8-  TÉTANO:
AGENTE  ETIOLÓGICO: O tétano é uma infecção do sistema nervoso com a bactéria possivelmente letal Clostridium tetani (C. tetani).
 CONTÁGIO: Esporos da bactéria C. tetani vivem no solo e podem ser encontrados em todo o mundo. Na forma de esporo, a C. tetani pode permanecer inativa no solo, mas continuar sendo infecciosa por mais de 40 anos.
1 SINTOMA:  feridas

9- DOENÇA DE CHAGAS:
AGENTE  ETIOLÓGICO: T. cruzi
VETOR: barbeiro- Triatoma infestans
1 SINTOMA:   alterações cardíacas
9

10- LEISHMANIOSE:
AGENTE  ETIOLÓGICO: L. brasiliensis
VETOR: Mosquito "palha"- Phebotomus
1 SINTOMA: feridas

11- MALÁRIA:
AGENTE  ETIOLÓGICO: Palsmodium malarie
VETOR: Mosquito Anopheles
1 SINTOMA:  febre

12- AMEBÍASE:
AGENTE  ETIOLÓGICO: Entamoeba hystolytica
CONTÁGIO: água contaminada
1 SINTOMA:  diarréia

13-  GIARDÍASE:
AGENTE  ETIOLÓGICO: Giardia lamblia
CONTÁGIO: água contaminada
1 SINTOMA:  diarréia


14- TOXOPLASMOSE:
AGENTE  ETIOLÓGICO: Toxoplasma gondii
CONTÁGIO: fezes de gato contamindas
1 SINTOMA:  problemas visuais
1

15- FEBRE AMARELA:
AGENTE  ETIOLÓGICO: A transmissão da enfermidade não é feita diretamente de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus da febre amarela, (pertencente ao gênero Flavivirus, da família Flaviviridae) ter se multiplicado (nove a 12 dias), pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado.
VETOR: Aedes aegypti
1 SINTOMA:  doença infecciosa febril aguda

sexta-feira, 6 de junho de 2014

2º ANOS- RECADO- PROVA MENSAL: 2º BIM./2014

PROVA MENSAL

TURNOS: MANHÃ E TARDE
MATÉRIA: SISTEMÁTICA/ VÍRUS E REINO MONERA

TURNO MANHÃ:
DATA: 10/06/14 ( 3ª-FEIRA)

TURNO: TARDE
DATA: 11/06/14 ( 4ª-FEIRA)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

2º ANOS: REINO PROTISTA/FUNGI- TEXTOS COMPLEMENTARES

REINO PROTISTA: 
ESQUEMAS E CICLOS

Doenças causadas pelos Protozoários

 Amebíase




Cisto de Entamoeba histolytica: protozoário responsável pela amebíase
Amebas são protozoários cuja locomoção se dá via expansões citoplasmáticas – pseudópodes. As pertencentes à família Endamoebidae, como as dos gêneros Entamoeba, Iodamoeba e Endolimax, são parasitas comuns de nossa espécie e têm como característica o tamanho diminuto e capacidade de formar cistos.

Entamoeba histolytica é a responsável pela amebíase, embora possa estar presente no organismo sem desenvolver a doença. Esta, de período de incubação que varia entre 2 e 4 semanas, se caracteriza pela manifestação de diarreias e, em casos mais graves, comprometimento de órgãos e tecidos. É responsável por cerca de 100000 mortes ao ano, em todo o mundo.

A amebíase é mais comum em regiões onde as condições de saneamento básico são precárias, uma vez que a forma de contaminação se dá via ingestão de seus cistos. Estes, liberados nas fezes da pessoa adoecida, podem se espalhar na água e vegetais que, sem a devida higienização antes de ser ingeridos, podem causar a doença. Vale pontuar que a resistência dos cistos é muito grande: podem viver cerca de 30 dias na água, e 12 em fezes frescas.

Após a ingestão, no sistema digestório, estas formas dão origem a trofozoítos. Estes invadem o intestino grosso, se alimentando de detritos e bactérias ali presentes, causando sintomas brandos ou mais intensos, como diarreia sanguinolenta ou com muco e calafrios.

Os trofozoítos, por meio de sucessivas divisões, podem dar origem a novos cistos, sendo liberados pelas fezes e dando continuidade ao ciclo de infecções. Podem, também, invadir outros tecidos, via circulação sanguínea. Nestas regiões, alimentam-se das hemácias ali presentes, provocando abscessos no fígado, pulmões ou cérebro.

Note que, no primeiro caso, o indivíduo pode apresentar o parasita de forma assintomática, mas também sendo capaz de contaminar outras pessoas ao liberar os cistos em suas fezes: a maioria dos casos de infecção por E. histolytica se manifestam desta form

   Doença de Chagas


Barbeiro: vetor da doença de Chagas
Em 1909, Carlos Chagas, pesquisador do Instituto Osvaldo Cruz, descobriu uma doença infecciosa que acometia operários do interior de Minas Gerais. Esta, causada pelo protozoário Tripanosoma cruzi, é conhecida como doença de Chagas, em homenagem a quem a descreveu pela primeira vez.

O mal de Chagas, como também é chamado, é transmitido, principalmente, por um inseto da subfamília Triatominae, conhecido popularmente como barbeiro. Este animal de hábito noturno se alimenta, exclusivamente, do sangue de vertebrados endotérmicos. Vive em frestas de casas de pau-a-pique, camas, colchões, depósitos, ninhos de aves, troncos de árvores, dentre outros locais, sendo que tem preferência por locais próximos à sua fonte de alimento.

Ao sugar o sangue de um endotérmico com a doença, este inseto passa a carregar consigo o protozoário. Ao se alimentar novamente, desta vez de uma pessoa saudável, geralmente na região do rosto, ele pode transmitir a ela o parasita.

Este processo se dá em razão do hábito que este tem de defecar após sua refeição. Como, geralmente, as pessoas costumam coçar a região onde foram picadas, tal ato permite com que osparasitas, presentes nas fezes, penetrem pela pele. Estes passam a viver, inicialmente, no sangue e, depois, nas fibras musculares, principalmente nas da região do coração, intestino e esôfago.

A transfusão de sangue contaminado e transmissão de mãe para filho, durante a gravidez, são outrasformas de se contrair a doença. Recentemente descobriu-se que pode ocorrer a infecção oral: são os casos daquelas pessoas que adquiriram a doença ao ingerirem caldo de cana ou açaí moído contendo, acidentalmente, o inseto. Acredita-se que houve, nestes casos, invasão ativa do parasita, via aparelho digestivo.

Cerca de 20 dias após a sua primeira - e última - cópula, a fêmea libera, aproximadamente, 200 ovos, que eclodirão em mais ou menos 25 dias. Após o nascimento, estes pequenos seres sofrerão em torno de cinco mudas até atingirem o estágio adulto, formando novas colônias.



    Giardíase

 

Giardia lamblia
Giardíase é uma infecção intestinal provocada pelo protozoário Giárdia lamblia que normalmente atinge em maior proporção o intestino delgado. É contraída por contaminações fecais e orais, ou seja, pela ingestão de alimentos contaminados pelo protozoário.
Sintomas
A doença pode permanecer despercebida por até quatro semanas quando inicia um período de:
Diarréia;
Déficit de crescimento;
Distensão e dor abdominal;
Anemia;
Fadiga;
Perca de vitaminas lipossolúveis;
Perca de peso.
Ao apresentar os sintomas, deve-se procurar um médico para que este faça o diagnóstico correto.
Tratamento
Caso seja confirmada a doença, que é percebida através da identificação de cistos ou trofozoítos no exame de fezes, o médico inicia o tratamento com medicamentos específicos.
Prevenção
Para prevenir a doença é importante a construção de sanitários adequados, boa higiene pessoal, consumir somente água filtrada ou fervida e afastar pessoas infectadas, principalmente de crianças.

   Leishmaniose Visceral

Inseto transmissor da leishmaniose.
A leishmaniose visceral é uma doença ocasionada pelos parasitas unicelulares do gênero Leishmania, que acomete os órgãos internos. O parasita migra aos órgãos viscerais como fígado, baço e medula óssea. A doença pode afetar também o cão.

A leishmaniose visceral é transmitida ao homem através da picada do inseto (L.chagasi), que ataca principalmente no início da noite e ao amanhecer.

Os sintomas da doença são: febre, perda de peso, anemia, inchaço do fígado e baço, desânimo, prostração, palidez, complicações cardíacas e circulatórias. Pode ocorrer também tosse, diarréia, hemorragias. Os sintomas da leishmaniose são fáceis de ser confundidos com os da malária.

O tempo médio de incubação é de dois a quatro meses, podendo variar de dez dias a dois anos. O progresso da doença é extremamente variável. Quando não tratada, pode levar a morte. É infecciosa, porém não é transmitida de uma pessoa a outra por contato imediato; de um animal para uma pessoa. O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais.

A doença, antes considerada da área rural, é de difícil controle e tem crescido rapidamente nos centros urbanos. 
  Taxoplasmose


Toxoplasma gondii
A toxoplasmose é uma doença infecciosa bastante comum, pode ocorrer em qualquer idade e é causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Possui os índices de prevalência mais altos domundo e em saúde pública é mais séria do que a AIDS.
 Possui as seguintes vias de transmissão: ingestão de cistos na carne crua ou mal cozida de animais portadores, em humanos é a forma mais comum de contaminação; ingestão de oocistos oriundos de fezes de gatos se dá pelo contato com o solo ou verduras contaminados ou por manusear areia; infecção transplacentária, ocorre através da placenta quando a gestante tem seu primeiro contato com o toxoplasma e este ataca o feto.
Os sintomas mais comuns são febre, mal-estar e dores musculares e podem persistir por alguns dias e até semanas. O diagnóstico é pouco fidedigno, pois os sintomas são parecidos com os da gripe, sendo basicamente sorológico, pois cerca de 90% dos casos são assintomáticos.
 As formas de prevenção são: cozinhar bem a carne; lavar bem as mãos, utensílios, e superfície depois do contato com a carne crua; lavar bem frutas e verduras; evitar leite cru.
A toxoplasmose se manifesta freqüentemente no cérebro e nos olhos. O tratamento é à base de antibióticos como as sulfonamidas, pirimetamina e clindamicina. 
  Balantidiose
 

Cisto do Balantidium coli
Balantidium coli é o nome científico dado ao único protozoário ciliado que pode parasitar o homem. Foi visto pela primeira vez por Malmsten, em 1857, em dois doentes com disenteria. Ele pode ser encontrado principalmente em porcos, mas também já foram verificados em chimpanzés, macacos, cães e ratos. Sua morfologia apresenta duas formas, trofozoíto e cisto. O trofozoíto é recoberto por cílios e possui várias organelas. O cisto é esférico e possui parede lisa. O trofozoíto é a forma infectante do protozoário, e pode resistir no ambiente por 10 dias a 22ºC, enquanto o cisto é a forma duradoura ou resistente do mesmo e pode resistir muito mais, principalmente permanecendo em fezes úmidas.

Ele é cosmopolita, ou seja, é encontrado mundialmente, embora comumente verificado entre aquelas pessoas com convívio muito próximo de suínos. Pois é o porco a fonte natural de infecções humanas.

B. coli habita a luz do intestino grosso do hospedeiro, se alimentando de amido e bactérias. Possui dois tipos de reprodução, sexuada ou assexuada, e é transmitido pela ingestão de cistos presentes nas mãos, alimentos ou água contaminados por cistos ou trofozoítos, que geralmente chegaram ao homem por meio de fezes suínas. Pode provocar necroses e úlceras se a pessoa possuir alguma lesão anterior ao protozoário.

Os sintomas, quando presentes, variam entre diarreia, disenteria (fezes com muco e sangue), dor abdominal, fraqueza, febre dentre outros. E para que seja confirmado o diagnóstico, deve-se fazer exame de fezes em busca de evidências.

Por isso é necessário que além da higiene habitual com alimentos, sua fervura, a ingestão de água somente filtrada ou fervida e o saneamento, deve-se ter boas condições sanitárias para os suínos, que são a principal fonte de contaminação, além do tratamento dos infectados.

 Doença do ''Sono''


Mosca que transmite a doença do sono
A doença do sono ou também conhecida como tripanossomíase africana, é uma doença parasitária infecciosa transmitida pela mosca tsé-tsé do gênero Glossina, que vive e se reproduz em zonas rurais com áreas pantanosas, savanas e florestas do continente africano. As moscas entram em contato com pessoas residentes em aldeias, pois estão muito próximas a essas áreas.

A interação entre homem e mosca tsé-tsé é ainda mais visível em razão do crescimento da densidade de moscas, da mudança de hábitos alimentares e da expansão do desenvolvimento humano nas áreas infestadas pelo vetor. É importante salientar que o parasita não possui uma preferência racial nem sexual, e sua exposição pode ocorrer a qualquer momento.

A mosca tsé-tsé pica uma pessoa introduzindo o tripanossoma (protozoário flagelado que fica na saliva da mosca) na corrente sanguínea. Então o parasita se reproduz no sangue, passa para o sistema linfático e então para o sistema nervoso. Após a picada, o parasita se reproduz e dissemina-se durante uma a três semanas. O ciclo continua quando outras moscas não contaminadas se alimentam de sangue das pessoas que possuem o tripanossoma na corrente sanguínea. O parasita então se multiplica no corpo da mosca e segue em direção às glândulas salivares do inseto. Quando esse inseto se alimentar, transmitirá a doença para outra pessoa.

Além disso, existem dois tipos de parasitas: o Trypanosoma brucei rhodesiense, que causa a tripanossomíase africana do leste e é transmitida por Glossina morsintans, forma mais aguda da doença; e oTripanosoma brucei gambiense, que causa a tripanossomíase africana do oeste e é transmitida pela Glossina palpalis, forma crônica da doença. A doença afeta áreas do centro e sul da África e como são casos relativamente isolados, ainda é pouco compreendida.

Provoca sintomas como sonolência, além de dor de cabeça, febre, sudorese, tremores, dores nas articulações e nos músculos, linfadenopatia, anemia, edemas, apatia, chegando a problemas neurológicos graves com confusões mentais como medo e alterações de humor e convulsões epilépticas, inflamações no cérebro e nas meninges, e posteriormente, ocasionando o coma e a morte. A morte pode ser rápida, com tempo de progressão da doença inferior a seis meses, quando a pessoa estiver contaminada com o parasita Trypanosoma brucei rhodesiense, ou pode ocorrer entre seis meses e seis anos, se infectado com o Tripanosoma brucei gambiense. Pode ocorrer transmissão congênita, causando retardo psicomotor.

Seu diagnóstico é efetuado por meio de detecção dos parasitas no sangue ou na linfa e o tratamento deve ser rapidamente iniciado. Após o parasita invadir o sistema nervoso central, as opções de tratamento, assim como a probabilidade de sobrevivência, diminuem.

Umas das formas do combate à doença é a utilização de roupas que cubram bem a pele, principalmente durante o dia, devido ao hábito diurno das moscas do gênero Glossina. O uso de repelentes e a erradicação do vetor também são medidas profiláticas. Deve-se ter bastante cuidado na transfusão de sangue, pois, embora raro, pode ocorrer transmissão da doença, assim como em acidentes laboratoriais. 


    Leishmaniose


Mosquito vetor da doença.
A leishmaniose é uma doença provocada pelos parasitas unicelulares do gênero Leishmania. Existem três tipos de leishmaniose: visceral, que ataca os órgãos internos, cutânea, que ataca a pele, e mucocutânea, que ataca as mucosas e a pele. É uma doença que acomete cães, lobos, roedores silvestres e o homem.

A transmissão ocorre por meio da picada de insetos específicos (Lutzomyia longipalps) conhecidos no Brasil como mosquito-palha, birigui e outros. O contágio não é feito de pessoa para pessoa.

O período de incubação pode variar de dias a meses.

A leishmaniose visceral, também conhecida por calazar, tem um período de incubação de vários meses a vários anos. As leishmanias danificam órgãos como o baço, o fígado e a medula óssea. Os sintomas são: febre, tremores violentos, diarréia, suores, mal estar, fadiga e algumas vezes manifestações como úlceras e zonas de pele escura.

A leishmaniose cutânea é a forma mais comum de leishmaniose. É uma infecção de pele causada por um parasita unicelular, que dá origem a uma mancha vermelha ou um nódulo.

A leishmaniose mucocutânea ocorre a partir de uma lesão cutânea inicial, os parasitas podem se disseminar pela mucosa da boca ou do nariz. Em alguns pacientes, esse tipo de leishmaniose pode levar a desfiguração facial.

O diagnóstico é realizado pela observação direta microscópica dos parasitas em amostras de linfa, sanguíneas ou de biopsias de baço.

A prevenção da doença consiste na proteção contra as picadas dos insetos, fazendo uso de repelentes de insetos, roupas adequadas, telas nas aberturas e mosquiteiros ao redor das camas. 
Malária


Mosquito Anopheles: hospedeiro da malária
A malária, também conhecida como paludismo, é uma doença infecciosa aguda ou crônica ocasionada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles. Quatro espécies do Plasmodium podem ocasionar a infecção: Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale.

A malária é um problema de saúde pública em mais de 90 países, onde cerca de 40% da população mundial vive em áreas de risco, afetando 300 milhões de pessoas no mundo a cada ano.

No Brasil, principalmente na região amazônica, são registrados 500 mil casos de malária por ano, mas apenas 0,1 % dos doentes morrem devido à doença.

O contágio da malária é por meio da picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. Geralmente o contágio acontece em áreas rurais, semi-rurais e periferias de áreas urbanas. Esse mosquito tem maioratividade durante a noite, e se prolifera em águas paradas.

Raramente a malária pode ser transmitida a partir de transfusões de sangue, de transplantes de órgãos, da gestante para o filho e por compartilhamento de seringas. Todas as espécies do Plasmodium acometem células do fígado e glóbulos vermelhos, que são destruídos quando o protozoário as utiliza para se reproduzir.

O período de incubação, intervalo entre a picada do mosquito e o aparecimento dos sintomas, varia de 12 a 30 dias. Inicialmente, a malária manifesta sintomas como dor de cabeça, dor no corpo, tremores e calafrios. Em seguida, os tremores e calafrios são mais intensos, acompanhados de febre de 40º ou mais.

Uma das formas de prevenção da malária é evitar a formação de criadouros de mosquitos, abrindo valas em lugares onde possa existir acúmulo de água.
  Tricomoníase

Protozoário Trichomonas vaginalis
A tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, tendo como reservatório a vagina e a uretra.

O tricomonas é um parasita eucariota flagelado que possui quatro ou cinco flagelos e membrana ondulante.

A principal forma de propagação do protozoário é através de secreções durante o contato sexual.
A infecção pode ser assintomática no homem e na mulher.

Os sintomas são: corrimento amarelo esverdeado com mau-cheiro, prurido e/ou irritação vulvar, dor pélvica (ocasionalmente), desconforto ao urinar, dor durante a relação sexual.

Os homens normalmente não apresentam sintomas e não sabem quando estão infectados, porém raramente poderá ocorrer corrimento, dor ou ardor ao urinar, irritação ou coceira no pênis.

O período de incubação é de 10 a 30 dias, em média.
A tricomoníase é diagnosticada pelo exame do fluído vaginal ao microscópio.

Como se trata de uma doença sexualmente transmissível, o tratamento deve ser feito pela mulher e seu parceiro sexual.

Mesmo em casos nos quais a pessoa portadora da doença, não apresenta sintomas, ela pode transmitir a infecção.

O tratamento é à base do medicamento metronidazol por via oral. É importante evitar bebidas alcoólicas 24 horas antes, durante e após tomar o metronidazol. Pois pode provocar dor de cabeça, vômitos e tonturas. Não é aconselhável fazer uso do medicamento nos três primeiros meses de gestação.

Uma forma de prevenir a doença é usando camisinha masculina ou feminina nas relações sexuais.


DOENÇA DE CHAGAS:

 DOENÇA DE CHAGAS E MALÁRIA:

REINO FUNGI


Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu (champignon). É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas por praticamente qualquer tipo de ambiente.

Os Fungos e sua Importância

Ecológica
Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos, quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudicando-o ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que ambos se beneficiam. Além desses modos mais comuns de vida, existem alguns grupos de fungos considerados predadores que capturam pequenos animais e deles se alimentam.
Em todos os casos mencionados, os fungos liberam enzimas digestivas para fora de seus corpos. Essas enzimas atuam imediatamente no meio orgânico no qual eles se instalam, degradando-o à moléculas simples, que são absorvidas pelo fungo como uma solução aquosa.

Fungos apodrecendo o morango.

Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da matéria orgânica, propiciando a reciclagem de nutrientes. Juntamente com as bactérias saprófagas, eles compõem o grupos dos organismos decompositores, de grande importância ecológica. No processo da decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao ambiente, podendo ser novamente utilizada por outros organismos.
Apesar desse aspecto positivo da decomposição, os fungos são responsáveis pelo apodrecimento de alimentos, de madeira utilizada em diferentes tipos de construções de tecidos, provocando sérios prejuízos econômicos. Os fungos parasitas provocam doenças em plantas e em animais, inclusive no homem.

A ferrugem do cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungo; as pequenas manchas negras, indicando necrose em folhas, como a da soja, ilustrada a seguir, são devidas ao ataque por fungos.
      
Folha da soja com sintomas da ferrugem asiática.

Em muitos casos os fungos parasitas das plantas possuem hifas especializadas - haustórios - que penetram nas células do hospedeiro usando os estomas como porta de entrada para a estrutura vegetal. Das células da planta captam açúcares para a sua alimentação.
Dentre os fungos mutualísticos, existem os que vivem associados a raízes de plantas formando as micorrizas (mico= fungo; rizas = raízes). Nesses casos os fungos degradam materiais do solo, absorvem esses materiais degradados e os transferem à planta, propiciando-lhe um crescimento sadio. A planta, por sua vez, cede ao fungo certos açucares e aminoácidos de que ele necessita para viver.

Algumas plantas que formam as micorrizas naturalmente são o tomateiro, o morangueiro, a macieira e as gramínias em geral.
As micorrizas são muito freqüentes também em plantas típicas de ambientes com solo pobre de nutrientes minerais, como os cerrados, no território brasileiro. Nesses casos, elas representam um fator importânte de adaptação, melhorando as condições de nutrição da planta.
Certos grupos de fungos podem estabelecer associações mutualísticas com cianobactérias ou com algas verdes, dando origem a organismos denominados líquens. Estes serão discutidos posteriormente.

Econômica
Muito fungos são aeróbios, isto é, realizam a respiração, mas alguns são anaeróbios e realizam a fermentação.

Camembert

Destes últimos, alguns são utilizados no processo de fabricação de bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho, e no processo de preparação do pão. Nesses processos, o fungo utilizado pertence à espécie Saccharomyces cerevisiae, capaz de transformar o açucar em álcool etílico e CO(fermentação alcoólica), na ausência de O2. Na presença de  Orealizam a respiração. Eles são, por isso, chamados de anaeróbios facultativos.
Na fabricação de bebidas alcoólicas o importante é o álcool produzido na fermentação, enquanto, na preparação do pão, é o CO2. Neste último caso, o COque vai sendo formado se acumula no interior da massa, originando pequenas bolhas que tornam o pão poroso e mais leve.




Roquefort

O aprisionamento do CO2 na massa só é possível devido ao alto teor de glúten na farinha de trigo, que dá a "liga" do pão. Pães feitos com farinhas pobres em glúten não crescem tanto quanto os feitos com farinha rica em glúten.
Imediatamente antes de ser assado, o teor alcoólico do pão chega a 0,5%; ao assar, esse álcool evapora, dando ao pão um aroma agradável.
Alguns fungos são utilizados na indústria de laticínios, como é o caso do Penicillium camemberti e do Penicillium roqueforte, empregados na fabricação dos queijos Camembert e Roquefort, respectivamente.

Algumas espécies de fungos são utilizadas diretamente como alimento pelo homem. É o caso da Morchella e da espécie Agaricus brunnescens, o popular cogumelo ou champignon, uma das mais amplamente cultivadas no mundo.

Morchella
 
Agaricus

Doenças Causadas por Fungos

Micose em couro cabeludo


As micoses que aparecem comumente nos homens são doenças provocadas por fungos. As mais comuns ocorrem na pele, podendo-se manifestar em qualquer parte da superfície do corpo.
São comuns as micoses do couro cabeludo e da barba (ptiríase), das unhas e as que causam as frieiras (pé-de-atleta).
As micoses podem afetar também as mucosas como a da boca. É o caso so sapinho, muito comum em crianças. Essa doença se manifesta por multiplos pontos brancos na mucosa.
Existem, também, fungos que parasitam o interior do organismo, como é o caso do fungo causador da histoplasmose, doença grave que ataca os pulmões.


Fungos Unicelulares
À primeira vista, parece que todo o fungo é macroscópico. Existem, porém, fungos microscópicos, unicelulares. Entre estes, pode ser citado o Saccharomyces cerevisiae. Esse fungo é utilizado para a fabricação de pão, cachaça, cerveja etc., graças à fermentação que ele realiza.


Saccharomyces: fungos unicelulares. Note que os pequenos brotos são novos indivíduos que estão sendo formados por reproduçãoo assexuada.

Fungos Pluricelulares
Os fungos pluricelulares possuem uma característica morfológica que os diferencia dos demais seres vivos. Seu corpo é constituído por dois componentes: o corpo de frutificação é responsável pela reprodução do fungo, por meio de células reprodutoras especiais, os esporos, e o micélio é constituído por uma trama de filamentos, onde cada filamento é chamado de hifa.
Na maioria dos fungos, a parede celular é complexa e constituída de quitina, a mesma substância encontrada no esqueleto dos artrópodes.
O carboidrato de reserva energética da maioria dos fungos é o glicogênio, do mesmo modo que acontece com os animais.

Tipos de Hifas
Dependendo do grupo de fungos, as hifas podem apresentar diferentes tipos de organização. Nas hifas cenocíticas, presentes em fungos simples, o fio é contínuo e o citoplasma contém numerosos núcleos nele inserido.

Fungos mais complexos, possuem hifas septadas, isto é, há paredes divisórias (septos) que separam o filamento internamente em segmentos mais ou menos parecidos. Em cada septo há poros que permitem o livre trânsito de material citoplasmático de um compartimento a outro.


Tipos de hifas- Pelos poros das hifas septadas ocorre trânsito de citoplasma e de núcleos de uma célula para outra. Nos fungos, os núcleos são haploides.

Reprodução nos fungos
Reprodução Assexuada

Fragmentação
A maneira mais simples de um fungo filamentoso se reproduzir assexuadamente é por fragmentação: um micélio se fragmenta originando novos micélios.

Brotamento
Leveduras como Saccharomyces cerevisae se reproduzem por brotamento ou gemulação. Os brotos (gêmulas) normalmente se separam do genitor mas, eventualmente, podem permanecer grudados, formando cadeias de células.

Esporulação
Nos fungos terrestres, os corpos de frutificação produzem, por mitose, células abundantes, leves, que são espalhadas pelo meio. Cada células dessas, um esporo conhecido como conidiósporo (do grego, kónis = poeira), ao cair em um material apropriado, é capaz de gerar sozinha um novo mofo, bolor etc.
Para a produção desse tipo de esporo a ponta de uma hifa destaca-se do substrato e, repentinamente, produz centenas de conidiósporos, que permanem unidos até serem liberados. É o que acontece com o fungo penicillium, que assim foi chamado devido ao fato de a estrutura produtora de esporos - o conídio - se assemelhar a um pincel.
Ao lado- Micografia eletrônica de varredura mostrando o corpo de frutificação do Penicillium sp. frequente bolor encontrado em frutas. Os pequenos e leves esporos esféricos (conidiósporos) brotam de conídios que surgem na extremidade de uma hifa especializada, o conidióforo.


Laranja contaminada com Penicillium sp , vista a olho nú.
Em certos fungos aquáticos, os esporos são dotados de flagelos, uma adaptação à dispersão em meio líquido. Por serem móveis e nadarem ativamente, esses esporos são chamados zoósporos.

 Doenças causadas por fungos nos seres humanos:
 

- Ptiríase vesicolor: popularmente conhecida como impingem, é uma inflamação causada na pele.
- Micoses: aparecem em regiões úmidas do corpo (virilhas, dobras, pés, entre os dedos).
- Inflamações nas unhas: também conhecidas popularmente como unheiros.
- Candidíase: doença sexualmente transmissível (dst), que aparece na boca e na mucosa vaginal, sendo provocada pelo fungo Candida albicans.Curiosidade:
- A penicilina, um dos mais importantes antibióticos, é produzida a partir do fungo Penicillium chrysogenum (bolor do pão).
  
TEXTOS COMPLEMENTARES:

A importância dos fungos para os seres humanos

Os fungos são organismos heterótrofos que se nutrem de substâncias orgânicas e são extremamente importantes na reciclagem de matéria orgânica.


Os fungos são organismos muito úteis aos seres humanos
Os fungos são organismos muito úteis aos seres humanos
Os fungos são organismos eucariontes que apresentam nutrição heterotrófica, ou seja, não conseguem produzir seu próprio alimento. Seus principais representantes são os cogumelos, orelhas-de-pau, leveduras e bolores. Algumas espécies de fungos trazem grandes prejuízos aos seres humanos, como a deterioração de alimentos, doenças como candidíase, pano branco, micoses, aspergilose pulmonar etc., no entanto, outras espécies são extremamente importantes, como veremos a seguir.
Como dissemos anteriormente, os fungos são organismos heterótrofos e se alimentam de moléculas orgânicas retiradas da matéria orgânica. Essa matéria orgânica da qual eles retiram essas moléculas é proveniente de cadáveres e restos de plantas e animais. Por esse motivo, eles são chamados de saprófagos e, juntamente com as bactérias, decompõem a matéria orgânica, fazendo a reciclagem de nutrientes na natureza e impedindo o acúmulo de lixo orgânico.
Algumas espécies de fungos como o Agaricus campestris e o Lentinus edodes, conhecidos respectivamente como champignon e shitake, são amplamente utilizados no preparo de diversos pratos da gastronomia.
Além desses fungos, há os que são utilizados na fabricação de queijos, como o Penicillium roqueforti, utilizado na produção do queijo roquefort, e o Penicillium camembertii, utilizado na fabricação do queijo camembert.
Já as leveduras, como o Saccharomyces cerevisae, são empregadas na fabricação de alimentos como pães, roscas, bolos etc. Elas são utilizadas como fermento, pois conferem à massa leveza e maciez. Em bebidas alcoólicas, como a cerveja, uísque e saquê, o Saccharomyces cerevisae também é empregado, mas na produção de vinho, o fungo utilizado é o Saccharomyces ellipsoideus.
Além de serem importantes como decompositores, na indústria alimentícia e de bebidas, os fungos também são muito importantes na indústria farmacêutica, na produção de antibióticos como a penicilina, descoberta por Alexander Fleming no ano de 1929, que é amplamente empregada nos dias atuais.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

2º ANOS: TEXTOS COMPLEMENTARES/ESTUDO-SERES VIVOS

Características Gerais dos Vírus

Os vírus são seres que não conseguem se reproduzir sozinhos e dependem de outras células, sejam elas de animais, de plantas ou de bactérias. São seres que causam doenças, algumas graves, que podem levar à morte.

Os vírus são causadores de várias doenças
Causadores de inúmeras doenças, os vírus são muito temidos por todos. Acelulares, medem cerca de 200nm e só podem ser vistos ao microscópio eletrônico. Alguns cientistas não os consideram seres vivos, pois eles não têm a capacidade de se reproduzir sozinhos e dependem de alguma célula viva de animais, de plantas ou de bactérias para fazê-lo. Em seu interior encontramos uma cápsula proteica denominada de capsídeo. No interior do capsídeo há ácido nucleico que pode ser DNA (ácido desoxirribonucleico) ou RNA (ácido ribonucleico),  não ocorrendo os dois tipos em um mesmo vírus.
Quando estudamos os vírus não podemos nos esquecer de citar dois agentes infecciosos que são bem mais simples do que eles: os príons e os viroides. Os príons são partículas proteicas infecciosas que, uma vez na corrente sanguínea, se acumulam nas células nervosas causando a morte delas. Causam encefalopatias como a doença da vaca louca. Os viroides são formados por RNA e afetam somente vegetais.
Os vírus só infectam células que tenham certa especificidade entre a membrana plasmática lipoproteica da célula e as proteínas do capsídeo do vírus. Os vírus possuem dois tipos de ciclos reprodutivos, o ciclo lítico e o ciclo lisogênico.
No ciclo lítico a célula é infectada e os vírus comandam todo o processo reprodutivo em seu interior, deixando a célula totalmente inativa. O vírus assume o metabolismo da célula e pode produzir até 200 vírus, provocando lise celular. Os vírus que foram produzidos atacam outras células e recomeçam o ciclo.
No ciclo lisogênico, o ácido nucleico do vírus entra no núcleo da célula e se incorpora ao ácido nucleico celular. O vírus então começa a participar das divisões celulares. À medida que a célula sofre mitoses, a carga viral é repassada às células-filhas tornando todo o organismo infectado.
Os vírus mais estudados e conhecidos por atacarem somente bactérias são chamados de bacteriófagos.  Esses vírus possuem somente DNA viral em seu interior.
Existem vírus que atacam plantas e causam prejuízos à agricultura. Outros vírus atacam animais e são responsáveis por várias mortes e epidemias em todo o mundo. Algumas doenças que são causadas por vírus são: gripe ou resfriado, poliomielite, raiva, hepatite A, B, C, D e E, herpes, dengue, febre amarela, sarampo, rubéola, catapora, caxumba e Aids.
Quando o vírus entra no interior do organismo, este começa a produzir anticorpos para combatê-lo. O organismo passa a “reconhecer” (memória imunológica) esse vírus, e se a pessoa entrar em contato com ele novamente o corpo automaticamente o combate.
Para algumas doenças que são causadas por vírus é possível se produzir vacinas. A vacina nada mais é do que vírus mortos ou atenuados, que, em contato com o organismo, induzirão a produção de anticorpos. Se o organismo entrar em contato com aquele tipo de vírus, ele já terá anticorpos específicos para combatê-los e o organismo não será prejudicado.
Paula Louredo
Graduada em Biologia

A GRIPE

Os sintomas da gripe são mais incapacitantes que os do resfriado.
Gripe e resfriado não são a mesma coisa! Ambas as doenças são de origem viral, transmitidas por meio de gotículas de saliva ou secreções nasais contendo estes micro-organismos, e apresentam como sintomas: cansaço, indisposição, dores musculares, corrimento nasal e dor de garganta. Entretanto, quando o sujeito se encontra gripado, estes são mais intensos e incapacitantes, fazendo com que, muitas vezes, nem tenha condições de sair da cama. Febre alta, de surgimento repentino, também tende a fazer parte do quadro gripal. Estes sintomas surgem em até uma semana após a exposição ao vírus, e perduram por aproximadamente cinco dias.

Ocorrendo em todas as partes do mundo, é causada pelo vírus Influenza: um RNA vírus da Família Orthomyxoviridae, altamente contagioso e com grande capacidade de mutação. Existem três tipos de vírus Influenza: A, B e C. Os dois últimos acometem apenas a nossa espécie, sendo o do tipo C o mais brando e menos frequente. Já o Influenza A, é capaz de infectar diversas espécies animais, sendo também o responsável pelas epidemias e pandemias gripais. Este é classificado em subtipos, de acordo com o arranjo das moléculas de sua superfície.

Nos séculos XX e XXI ocorreram três pandemias: a gripe espanhola, entre 1918 e 1919, causada pelo H1N1; a gripe asiática, 1957 – 1958, pelo H2N2; e a gripe A (anteriormente denominada gripe suína), em 2009, sendo o H1N1 responsável por ela.

Crianças entre 6 e 23 meses de idade, idosos, portadores de doenças crônicas e indivíduos imunodeprimidos geralmente estão mais suscetíveis a este vírus, uma vez que tendem a ter o sistema imunológico mais frágil e, por isso, os riscos de desenvolver complicações, como pneumonias bacterianas, são maiores. Assim, é indicado que estes indivíduos, e também profissionais de saúde, vacinem-se anualmente contra a gripe.


Prevenção:

Alimentação balanceada e saudável; ingestão de líquidos, preferencialmente não muito gelados; dormir pelo menos oito horas por dia; e prática regular de exercícios - medidas necessárias para manter-se saudável e com o sistema imunológico ativo, evitando incidências de gripes e uma gama de outras doenças. Além destas medidas, vale ressaltar:

• Sempre lavar as mãos com água e sabão;
• Evitar aglomerados humanos, principalmente se houver pessoas doentes nestes locais;
• Em surtos de gripe, utilizar máscaras quando seu uso for indicado pelas autoridades;
• Vacinar-se anualmente, caso pertença ao grupo de risco (idosos, imunocomprometidos, etc.).


Importante:

Está gripado? Repouso, ingestão abundante de líquidos e uma dieta equilibrada são essenciais. Em casos de febre, faça compressas frias. E lembre-se de que apenas o médico é capaz de indicar um remédio apropriado para esta situação. Não se automedique!
 
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

Poliomielite


A gotinha contra a paralisia infantil.
A poliomielite é uma doença viral transmitida principalmente através de gotículas de saliva emitidas por pessoas contaminadas, ou através da ingestão de água e alimentos contaminados por fezes contendo carga viral, propensa ao desenvolvimento da doença.

Os sintomas e afecções característicos podem resultar: em febre passageira acompanhada de mal-estar, em distúrbios irreparáveis do sistema nervoso e órgãos do sistema muscular. Atingindo normalmente as crianças, acometidas por paralisia infantil, quando não ocasiona falência orgânica.

As medidas profiláticas (preventivas) para controle dessa doença são:

- Evitar contato com pessoas doentes;
- Cuidados com o preparo dos alimentos, lavando bem as frutas e legumes antes de comê-los.
- Cuidados quanto à qualidade da água, certificando-se que seja realmente potável (própria ao consumo);
- E procurar orientação nos postos de saúde ou campanhas de multivacinação, para que sejam vacinadas as crianças (duas doses da Vacina Sabin).
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola

Raiva


Nas cidades, métodos de controle de animais abandonados,
como a castração, podem reduzir os casos de raiva
A raiva é uma doença infecciosa viral que afeta, unicamente, animais mamíferos. Ela envolve o sistema nervoso central, levando a óbito em pouco tempo, caso o paciente não tome as providências necessárias logo após a exposição.

O responsável por esta zoonose é um RNA vírus pertencente à família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus, presente na saliva do animal doente. Este, ao morder ou lamber mucosas ou regiões feridas, pode transmitir a raiva a outro indivíduo – inclusive humano.

No caso da raiva humana, os cães são o principal reservatório da doença. Entretanto, raposas, morcegos, lobos, antílopes, gambás, furões, dentre outros são, também, responsáveis. A única forma de transmissão conhecida, de um Homo sapiens sapiens para outro, ocorre via transplante de córnea.

Após o contato com seu novo hospedeiro, o vírus se multiplica e penetra no sistema nervoso, afetando cérebro, medula e cerebelo. O período de incubação varia de um mês a dois anos após a exposição.

Os primeiros sintomas são menos específicos: mal estar, febre e dores de cabeça. Após estas manifestações, ansiedade, agitação, agressividade, confusão mental, paralisia, convulsões, espasmos musculares e dor ao deglutir. Em um prazo de aproximadamente dez dias, o indivíduo entra em coma e falece.

A prevenção se dá, principalmente, pela vacinação anual de cães, gatos e animais de pasto. Métodos envolvendo o controle populacional de animais errantes e de morcegos e o uso da vacina preventiva em pessoas suscetíveis (biólogos, veterinários, camponeses) são outras formas de se evitar esta doença.

Como só se conhece dois casos de pacientes com quadro confirmado de raiva que conseguiram sobreviver, é imprescindível que, após um caso de contato suspeito, o indivíduo lave, apenas com água e sabão, a região que entrou em contato com o animal e procure assistência médica imediatamente, a fim de começar a receber as doses da vacina ou imunoglobulina humana anti-rábica. É importante que não se interrompa o tratamento.

Sobre estes casos de cura, o primeiro conhecido em nosso país é o de um garoto de Pernambuco, contaminado após a mordedura de um morcego. Ele foi curado após cinco meses de UTI, com a administração de antivirais e sedativos.

 

Hepatite A

A hepatite A é uma doença viral, mas não é tão perigosa quanto os outros tipos de hepatite.


Lavar bem as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro é uma das formas mais eficazes para se evitar a transmissão da hepatite A
A hepatite A é uma doença infecciosa causada pelo vírus VHA, que atinge o fígado. Já existe na rede privada uma vacina contra o vírus da hepatite A, porém esta vacina é de custo elevado e, por conseguinte, é pouco acessível para a população. A ocorrência dessa doença é maior em locais com saneamento básico precário e atinge principalmente crianças, por ainda não terem noções de higiene.
A transmissão do vírus da hepatite A se dá através de água e alimentos contaminados, e do contato direto com a pessoa infectada. A manipulação por uma pessoa infectada ou a lavagem dos alimentos com água contaminada é um meio de transmissão do vírus. O consumo de frutos do mar crus ou mal cozidos também pode ser uma fonte de contágio, pois esses animais têm a capacidade de filtrar a água, e com isso acumulam uma grande quantidade de vírus em seu organismo. Pessoas saudáveis que convivem com pessoas infectadas devem tomar imunoglobulina, uma medicação prescrita pelo médico para prevenir a transmissão.
Os sintomas da hepatite A são: febre, mal-estar, fadiga, dores de cabeça, náuseas, dor abdominal e diarreias. Depois de alguns dias com a doença a pessoa pode apresentar icterícia (olhos e pele ficam amarelados), fezes de cor clara e urina de cor escura.
Geralmente dois meses após a infecção a pessoa já está curada. A hepatite A não é uma doença considerada grave e não tem medicação específica para seu tratamento. O médico prescreve remédios apenas para aliviar o desconforto causado pelos sintomas da doença. A pessoa infectada deve abolir o consumo de bebidas alcoólicas, já que nessa doença o órgão atingido é o fígado, e com isso é possível sobrecarregá-lo, piorando o quadro. Não há necessidade de repouso nem de dietas alimentares. A pessoa que já foi infectada um vez por esse vírus não corre o risco de adquiri-lo novamente.
Para que a hepatite A não seja adquirida é necessário que tenhamos alguns cuidados como:
  • Ingerir água filtrada ou fervida;
  • Lavar bem as mãos antes das refeições;
  • Lavar bem as mãos após ir ao banheiro;
  • Não compartilhar alicates de unha ou outros objetos de uso pessoal;
  • Lavar bem os alimentos com água tratada;
  • Não ingerir alimentos ou água de procedência duvidosa;
  • Vacinação.
Não podemos nos esquecer de que a automedicação pode causar sérios riscos e danos à saúde.

Herpes genital


Lesões típicas do herpes genital
O herpes genital, ou herpes tipo 2, é uma doença sexualmente transmissível causada pelo Herpes simplex vírus do tipo 2, principalmente, ou tipo 1. Caracteriza-se por meio de pequenas e dolorosas lesões na pele e mucosa desta região, que desaparecem espontaneamente cerca de uma semana após seu surgimento. Cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas podem transmitir a doença.
Além da transmissão por via sexual, inclusive em modalidades anal e oral, bebês podem ser infectados no momento do parto, de mães adoecidas. Contato direto com lesões ou objetos contaminados são outras formas de contágio. O período de incubação varia entre um e 26 dias, aproximadamente.

Ardor, coceira, formação de ínguas e formigamento podem ocorrer antes do surgimento das vesículas, estas que se apresentam agrupadas. No homem, aparecem mais frequentemente no prepúcio e na mulher, nos grandes e pequenos lábios, clitóris e colo uterino. Em ambos, pode haver corrimento e ardência ao urinar, mal-estar e febre.

Em sua primeira manifestação, mal-estar, febre, dor de cabeça e dores musculares e articulares podem ser sentidos pelo paciente. Felizmente, os outros episódios tendem a ser mais brandos e curtos.

Dificilmente é eliminada do organismo, pois o patógeno tende a migrar pela raiz nervosa, alojando-se em gânglios neurais. Desta forma, é considerado um tipo de infecção recorrente que se manifesta, geralmente, em períodos em que o indivíduo está com baixa imunidade.

Para diagnóstico, exame físico e uma boa conversa com o médico podem ser suficientes para detectar a doença. Biópsia e cultura de tecidos, para isolamento do vírus, podem ser necessárias.

Analgésicos e anti-inflamatórios são receitados pelo médico para alívio da dor. Antibióticos para uso tópico e limpeza com soro fisiológico também são indicados.

O uso da camisinha e a higienização da região genital antes e depois da relação sexual podem prevenir o herpes genital. Mulheres que pretendem engravidar ou que estão grávidas devem buscar informações a fim de evitar a possibilidade de transmissão deste vírus aos bebês.

Febre Amarela


Aedes aegypty: mosquito transmissor da febre amarela nas cidades.
A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um Arbovírus do Gênero Flavivírus. Sua incidência se restringe à América Central, América do Sul e África.
A transmissão se dá por meio da picada de mosquitos previamente contaminados, ao sugarem o sangue de um indivíduo acometido. Nas cidades, o responsável é o Aedes aegypti; e em ambientes de mata, os dos Gêneros Haemagogus e Sabethes. O período de incubação, ou seja, o tempo entre a picada e a manifestação de sintomas, é de aproximadamente três dias.
Em algumas pessoas não há manifestação de sintomas; ao passo que em outras, o quadro se apresenta bastante sério. Febre, náuseas, dor de cabeça e nos músculos aparecem associados ao amarelamento da pele e dos olhos do paciente. Hemorragias, tanto internas quanto externas, podem também se manifestar.
Seus sintomas duram, em média, dez dias. Nesses casos mais graves, além do quadro descrito, há o comprometimento dos rins, o que pode provocar problemas cardíacos, pulmonares e hepáticos; e morte em 50% dos casos.
O diagnóstico é feito pela análise dos sintomas e por meio de exames. Em alguns casos, análises laboratoriais adicionais são requeridas para averiguar se há ou não complicações ou comprometimento de órgãos e/ou funções vitais.
Não existe tratamento específico para a febre amarela e, dessa forma, os procedimentos médicos focam no controle de sintomas e prevenção de complicações. Repouso, ingestão abundante de água, boa alimentação e, no caso de hemorragias, reposição sanguínea, são importantes medidas. Após a cura, não há riscos de reinfecção.
A melhor forma de se evitar a febre amarela é por meio da vacinação, disponível gratuitamente em postos de saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em portos e aeroportos. Ela é recomendada a indivíduos com nove meses de idade ou mais e deve ser reforçada de dez em dez anos.

O controle do mosquito Aedes aegypti é outra medida eficaz, tendo a vantagem de também prevenir a dengue. Para pessoas cuja imunização por meio da vacina não é recomendada (gestantes, imunocomprometidos, etc.), o uso de bons repelentes, camisas de manga comprida, calça, meias e luvas – ao visitar áreas suscetíveis – é uma boa medida de prevenção.

IMPORTANTE: Assim como na dengue, o uso de aspirina ou outros fármacos contendo acetilsalicílico é contraindicado.

Rubéola


Característica de rubéola:
manchas rosadas / avermelhadas na pele.
A rubéola, patologia viral (Rubella vírus), é uma doença infecto-contagiosa transmitida através do ar, quando um indivíduo contaminado emite, a partir das vias respiratórias, secreções nasais ou gotículas de saliva contendo o agente etiológico, também pode ocorrer pelo contato direto com uma pessoa doente, por exemplo, beijo com troca de fluidos salivares.

Porém, essa doença pode ter natureza congênita, disseminando-se através da placenta, em casos onde uma mãe doente transfere o vírus ao feto durante o desenvolvimento embrionário, sendo considerada uma das formas mais severas, pois resulta em má formação e distúrbios orgânicos, pode até mesmo ocasionar um aborto.

Por isso, em comunidades isoladas (com pouca ou nenhuma assistência médica), é comum, quando uma mulher é acometida pelo vírus da rubéola, a enferma receber visitas freqüentes de outras mulheres (principalmente adolescentes) que ainda não manifestaram a doença. Por ser uma doença não recorrente (cujo contágio se estabelece apenas uma vez), a prática de se adquirir a doença antes de uma concepção (gravidez) proporciona imunidade contra o vírus, evitando riscos gestacionais.

Os sintomas dessa doença podem ser confundidos com demais moléstias, sendo característico: baixo estado febril, inchaço dos nódulos linfáticos, dor nas articulações e presença de manchas avermelhadas na pele. Para um diagnóstico preciso é necessário um exame sorológico.

Após o contágio a doença pode permanecer incubada em média até três semanas para então se manifestar, debelando-se com duas semanas com adequado tratamento (combinação de antitérmicos e analgésicos).

Medidas preventivas:

- Obedecer criteriosamente as datas de vacinação no cartão das crianças: aos 12 meses tomar a dose única da SRC / tríplice viral (vacina contra sarampo, rubéola e caxumba), e com 4 a 6 anos tomar o reforço;
- Adultos com idade entre 20 a 39 anos, devem ser vacinados. As mulheres devem ser vacinadas com antecedência de 6 meses antes de engravidar;
Observação: a vacina contra rubéola não deve ser fornecida durante a gravidez.
- Entre outras precauções, deve-se evitar o contato com pessoas doentes.
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

Catapora


Lesões típicas da catapora.
A catapora, ou varicela, é uma doença viral, causada pelo Herpesvirus varicellae, e que se manifesta com maior frequência em crianças. Na maioria das vezes, apresenta-se de forma benigna e as pessoas acometidas tendem a apresentar cansaço, dor de cabeça, febre e perda de apetite.
O mais característico, no entanto, é o surgimento de pequenas feridas de cor avermelhada e número variável, que costumam se manifestar no tronco, rosto, membros e, em alguns casos, nas mucosas. Logo, essas lesões evoluem para bolhas com líquido e, em cerca de cinco dias, começam a cicatrizar. Como aparecem em grupos, em uma mesma pessoa acometida, tais lesões são visíveis, apresentando-se em diferentes estágios.
A transmissão se dá por meio de gotículas ou secreções nasais contendo o vírus, mesmo que os sintomas ainda não tenham surgido. Além disso, a secreção das feridas também é contaminante, até mesmo quando já formaram as “casquinhas”. Há, também, a possibilidade de transmissão de mãe para filho, durante a gestação.
Gestantes, recém-nascidos e pessoas nas quais a imunidade se encontra comprometida, devem receber cuidados especiais, já que a doença, nesses casos, pode evoluir para quadros mais graves, como pneumonia, edema, infecção de ouvido, herpes-zóster (erupção cutânea bastante dolorosa) e síndrome de Reye (doença grave, de rápida progressão e muitas vezes fatal, que compromete o fígado e o sistema nervoso). Além disso, todos os pacientes devem evitar tocar ou coçar as feridas, já que tais atos podem provocar infecções bacterianas, causando complicações e aumentando a probabilidade de a pele ficar manchada.
Quanto ao diagnóstico e tratamento, devem ser feitos sob orientação médica, sendo que esse último se foca no controle dos sintomas e prevenção de complicações, já que não existem medidas que provoquem a expulsão do vírus do organismo. Em hipótese alguma a pessoa deve se automedicar, principalmente se se tratar de salicilatos, como a aspirina, já que este ato pode provocar a síndrome de Reye. Não há comprovação científica acerca da eficácia do permanganato de potássio.
Em razão do seu alto grau de transmissibilidade, é importante que os pacientes permaneçam em casa, de repouso, por pelo menos uma semana, para evitar que outras pessoas sejam afetadas. Introduzida no ano de 1995, outra medida eficaz para a prevenção da catapora, ou de manifestações mais severas, é a vacina. No caso de pessoas imunocomprometidas, e que tiveram contato com o vírus, deve ser avaliada a possibilidade da imunização através do uso de globulinas.
Vale lembrar que pessoas que já contraíram esse vírus se tornam imunes a essa doença. Entretanto, por permanecer, de forma latente, no organismo, o H. varicellae pode provocar a manifestação da herpes-zóster.
 

AIDS


Tomando os cuidados necessários, soropositivos podem ter uma vida amorosa normal, sem pôr em risco seus parceiros.
Transmissão e sintomas:

A síndrome da imunodeficiência adquirida, conhecida popularmente como AIDS, é uma doença viral, até o presente momento incurável, que é transmitida pelo sangue, sêmen, leite materno, e fluidos vaginais de portadores da doença.

Invadindo células responsáveis pelo sistema imunitário, o vírus expõe o indivíduo portador à ação de outras doenças, podendo ser fatal em estágios mais avançados desta.

O tempo entre o contágio e a manifestação de sintomas, ou mesmo detecção do vírus em amostra sanguínea, é bem variável, podendo compreender períodos que variam aproximadamente entre três meses e dez anos: a chamada janela imunológica. Assim, caso os devidos cuidados não sejam tomados, neste período o indivíduo já é capaz de contaminar outras pessoas, mesmo sem ter consciência de seu contágio prévio.

Febre persistente, calafrios, dores musculares e de cabeça, ínguas e manchas cutâneas são alguns sintomas que podem se manifestar inicialmente; estes comuns a várias outras doenças.

Diagnóstico:

Para a detecção do vírus HIV, é necessário que se faça um teste específico, que pode ser feito gratuitamente, e sem prescrição médica, em serviços de saúde pública. Para tal, é necessário que se retire uma amostra de sangue, sem a necessidade de estar em jejum.

Tratamento:

Os medicamentos para o controle da AIDS são chamados antirretrovirais. Eles impedem a multiplicação do HIV, melhorando o sistema imunitário do indivíduo e reduzindo, portanto, os riscos de desenvolver doenças e melhorando sua qualidade de vida, principalmente se seu uso estiver aliado à adoção de uma alimentação balanceada e prática de exercícios físicos.

Estes remédios podem causar efeitos colaterais, como enjoos, diarreia, insônia e mal estar; mas seu uso não deve ser suspendido, salvo quando o médico recomendar, já que este ato pode fazer com que o vírus se torne resistente ao medicamento.
Quanto ao uso de álcool e outras drogas, este não é recomendado.


Prevenção:

Uso correto da camisinha em todas as modalidades sexuais;
Não utilizar objetos perfurocortantes de uso comum (seringa, agulha, alicate, etc.) ou esterilizá-los previamente;
Gestantes soropositivas devem fazer o pré-natal e utilizar o AZT, evitando o contágio do bebê.


O que não transmite AIDS:

Ar;
Picada de insetos;
Beijo, abraço e relação sexual com uso de camisinha;
Masturbação individual ou a dois;
Suor;
Lágrima;
Compartilhar assentos, piscinas, talheres, roupas de cama, etc.
 

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia